segunda-feira, 13 de julho de 2009

A Crase

Sujo, podre, promíscuo
a vida existe sem isso?
não há vida com isso.
efemeridades,
barbaridades,
calamidade!
não poderei mais te tocar
não com essas mãos sujas

há algo como se um porco
se banhasse em lama
numa cama
junto com o Dalai-lama

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Top 10 - Bandas Nacionais

No punknet, salvo engano, tem uma seção onde músicos de bandas famosas fazem um top 10 das suas músicas preferidas. Resolvi imitá-los e fazer um top 10 de bandas nacionais. Claro que esse top 10 há seis meses atrás era de um jeito, bem assim daqui há seis meses, muito provavelmente, será diferente - ou não (Caetano lifestyle). Rogério Skylab fez um. Por que eu não posso fazer também? Lá vai.

1 - Dead Fish - O Dead Fish que eu conheço é do Zero e Um (que eu, particularmente, musicalmente, não gostei tanto) pra trás. Letras diretas, contundentes. Arranjos simples, bateria rápida, uma guitarra base e uma solo fazendo aquele joguinho. Falo do Zero e Um pra trás, porque não escutei os dois últimos. Escutá-los-ei em breve e darei minha opinião aqui ou no Idéia Cheque.
2 - Nação Zumbi - Boas músicas e a melhor performance ao vivo que eu já presenciei.
3 - Mukeka Di Rato - Música rápida e inteligente.
4 - Júpiter Maçã - Psicodelia, experimentalismo, rock, mpb.
5 - Holly Tree - Punk rock e diversão. Marcou uma época boa. Pena que acabou.
6 - SNJ - Rap de qualidade. Muito bem feito. Letras com conteúdo sócio-político que não apelam. Simplesmente falam.
7 - Street Bulldogs - Atitude.
8 - Rewinders - Melhor banda de Salvador.
9 - Zumbis do Espaço - Canções divertidas, pintadas com muita maldade e sangue.
10 - Cascavelletes - Rock'n'roll sexista e bem-humorado.

Peneira Anti-imbecis

Nessas férias percebi que não sinto nenhum interesse por qualquer coisa do que ensinam na faculdade. Eu podia usar tudo isso pra mudar algo. Como bom conformista que sou, sento, copio, e tento passar de ano. Só isso. Só que agora sou membro do IEJ, o Instituto de Estudos Jurídicos. Essa instituição tem como fundamento, movimentar a atividade acadêmica. Nesse sentido tenho diversos planos, como, por exemplo, fazer uma sessão de cinema todo mês, com debates após os filmes; fazer eventos onde os alunos possam apresentar e discutir seus trabalhos. Não sei se conseguiremos colocá-los em prática. Na verdade, o que me faz continuar é a perspectiva de conseguir ganhar algum dinheiro com o diploma. Pra consegui-lo dá um trabalho considerável (e que não deveria existir).

Para que eu possa advogar, eu preciso ser inscrito na OAB. Para ser inscrito na OAB eu preciso ser aprovado numa prova (a famigerada "prova da OAB"). Para poder fazer a prova eu preciso ter um diploma de bacharel em Direito. Para conseguir esse diploma preciso passar cinco anos numa faculdade, dos quais já venci três e meio. No último vou precisar escrever (parir) um enorme TCC, uma monografia. Acontece que na prática isso não vai me servir de nada. O advogado precisa somente ser bom com as palavras. Não vai poder fugir do que tá na lei. Seu cliente fez merda? A solução tá na lei. Se não estiver explicitamente, vai tá escondida em algum lugar. Com a Constituição, por exemplo, dá pra resolver noventa e nove por cento dos conflitos. O texto é lindo. O artigo quinto diz "Todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza..." Pronto. Só aí já mata uma lapada de conflito. Se um leigo continuar lendo o resto desse artigo - enorme (LXXVIII incisos) - vai achar que tá lendo a Constituição do país errado de tão utópico que é. O grande problema é que noventa por cento dos advogados não sabe escrever. Aí fode tudo. Fode pros juízes que tem que consertar as merdas, fode pro cliente que não vai ter seu direito acolhido e fode pros dez por cento de advogados que sabem que são colegas de completos imbecis.

Pensando bem, até que é interessante isso do diploma e a prova da OAB pra exercer a advocacia. Com tantas faculdade de Direito formando adevogados, é uma espécie de peneira contra imbecis.

Bom dia

São cinco e meia da manhã e resolvi criar mais um blog. Aqui eu vou falar mais sobre coisas que não sei se caberiam no Idéia Cheque. Fiz isso porque eu viciei nessa parada. Imagino se Bukowski estivesse vivo hoje. Talvez ele tivesse um blog. O velho Hank no século XXI. Quando eu leio Bukowski, imagino-o com uma camiseta furada de cigarro e um short, fumando, sentado numa cadeira, num quarto-e-sala sujo em Los Angeles e fazendo "tec, tec, tec..." numa máquina de escrever velha sobre uma mesa de madeira. Em cima da mesa junto da máquina de escrever nunca faltariam uma garrafa de vinho, um cinzeiro improvisado e uma pilha de papéis. Hoje eu escrevo num software criado por uma multinacional norteamericana, sentado numa cadeira preta, com a TV ligada que mostra uma besteira qualquer.

Como agora estou de férias, tenho mais tempo livre pra sair, pensar e ler. Essas três atividades me dão substrato para escrever. Aqui estou eu. Escrevendo em dois blogs e ainda fazendo um roteiro para um filme. É uma sátira às séries policiais americanas dos anos 70. Chama-se Malloney e Jackson 2: Aventura em Los Cujones. O Malloney e Jackson 1 está aqui pra quem quiser ver - por sinal é um bom filme. Ainda estou no começo, mas já cheguei numa parte em que não sei o que fazer com os personagens. Provavelmente vou colocá-los numa ação qualquer, através da qual eles salvarão o dia. Por sinal tá clareando.